Tea Party no verão curitibano

thekettleJá que o verão resolveu passar longe de Curitiba neste final de ano, o jeito vai ser incoporar a cultura europeia, mesmo sem neve, sem H&M, sem macarons de verdade. Mas há uma casa de chá em Curitiba que pode te transportar para esse clima num passe de mágica, apesar de eu nunca ter visitado o velho mundo.

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Estou falando da fofa, chique e gostosa The Kettle, na Prudente de Morais. O salão faz com que você se sinta entrando em um salão do Plaza Athénné, em Paris, do famoso chef Alain Ducasse. Poltronas confortáveis, área externa e lareira, que pelo visto será usada em pleno mês de dezembro no sul do Brasil.

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Claro que a grande atração da casa são os chás. Tem de todos os tipos, todos os sabores, verde, preto, branco, misturado, de frutas, em caneca e em bule. Eu provei um que parece até um buquê de flor. The Kettle Blend ($8) mix de chá verde, oolong e preto com flores de laranja, pedaço de morango, pétalas de rosas e flores de jasmim, girasol e pedaços de baunilha. Delicioso.

Mas fiquei tentada em provar o famoso Darjeeling ($10), considerado o champagne dos chás, plantado na Índia, aos pés do Himalaya, a 2.200 metros de altitude. O cardápio conta que ele tem sabor delicado e aroma delicioso. Outro que eu recomendo é o clássico Earl Grey ($9 – se eu não me engano), o mais popular do mundo. O óleo de bergamota é tirado da casca.

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Para acompanhar essas maravilhas, você pode ir para doce ou salgado. Era fim de tarde e eu estava sedenta por açúcar e matei meu desejo com muita propriedade. Pedi a torta de nome impronunciável: Muckkuchen, uma incrível, perfeita e macia combinação de chocolate, avelã e leve sabor de cravo e canela, servida com chantilly. Sério. Um pedaçinho do paraíso, sem sombra de dúvidas. Eu também não lembro do preço exato, mas era entre $10 e $12.

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Outra testada e aprovada foi o bolo indiano, que traz uma fofa massa de chocolate, com marzipan e gengibre glaçado. E não tenha medo se você achar gengibre muito forte, o gosto é muito suave e delicado. Mas se for a sua primeira vez na casa, vá na mais pedida, torta de aveia recheada com creme de damasco, doce de leite e cobertura de chocolate meio amargo. Vá sem medo de ser feliz. Mesmo preço da de cima, $10 ou $12.

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Entre os salgados, eu teria dificuldade em pedir, já que tudo parece muito apetitoso, além de saudável. A casa oferece wraps, como o de salmão defumado, chutney (amo essa palavra) de abacaxi e endivias frescas. Uau! Ou você pode pedir saladas, quiches, sopas, muffins salgados, empanados ou sanduíches. Mas há também opções mais encorpadas para um verdadeiro jantar como o Raviolinni Kashmir, uma massa aromatizada com chá Kashmir Khali-Kahwa, recheada com frango defumado, passada na manteiga e limão.

Deu água na boca né? Então corre lá, enquanto o verão não chega!

Alameda Prudente de Morais, 836

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Entre massas e taças

Esse post vai ser engraçado. Há 24 horas atrás eu estava me embriagando, com produtos caros, no La Pasta Gialla, na Praça da Espanha, cazamigue. Digo isso porque não anotei o nome dos pratos, nem o preço, nem tirei fotos. Vai ser uma tarefa difícil, mas preciso compartilhar com vocês essa experiência no mínimo interessante.

Chegamos lá por volta das 13h de um sábado de sol e agito. Para refrescar e já começar chutando o pau da barraca, do tipo ‘ainda não tomamos Veuvet Clicquot, mas podemos tomar uma champã’, pedimos uma Cava Brut espanhola, delicius. Sentadas ali no deck externo, curtindo o calor de quase 30º, vendo senhoras e senhores e jovens passeando com seus cães de raça nobre.

Ainda ali no deck pedimos uma entradinha básica para dar uma enganada na fome e para continuar curtindo aquele momento ‘sou rhyca, almoço no La Pasta Gialla’. Do lado de fora não é servido o almoço, então se você quiser continuar lá fora, terá que se contentar com as opções de entrada, entre saladas, bruschettas e antepastos. Nós pedimos uma bruschetta de funghi. Muito boa!

Depois de uma bela entrada, fomos para a nossa mesa, devidamente recepcionadas pela hostess e acomodadas em uma mesa próxima a cozinha, o que significa que 1) víamos toda a confusão que há dentro de uma cozinha e 2) sentíamos o calor vindo de lá. Not nice. Bem, fomos a escolha dos pratos. Confesso que foi difícil. São muitas opções e todas muito tentadoras, da vontade de pedir tudo. Massas, peixes, frango, carnes, risotos, hummmmm. Pedimos uma dica ao maitre. Agora começa a confusão. Os pratos pedidos foram: gnhocchi pomodoro com queijo brie (esse foi fácil de lembrar),  tagliolini na manteiga com sálvia e medalhão de filet mignon com creme de gorgonzola e pistache (achei no google) e um risoto com frango grelhado ao molho de alguma coisa. Esse, realmente não me lembro dos complementos, mas minhas friend disse que estava good. Nada demais, nada de menos.

Enfim, pedimos a carta de vinhos, já que nossa Cava tinha se findado. Para acompanhar nossos pedidos elaborados escolhemos um tinto Alfredo Roca, delicioso, leve, aromas fortes e harmonizou muito bem com os três pratos. Bom, pelo menos no estado em que estávamos, ficou bom.

Mas, tá tudo muito bonito, muito legal nesse post e a história não foi bem assim. Fizemos nosso pedido e bebemos e conversamos e conversamos e bebemos e bebemos e conversamos e nossa, de repente os estômagos roncaram sinalizando que nosso pedido já havia sido feito há pelo menos 40 minutos, nossa garrafa já estava no fim e estávamos morrendo de fome. Ao perguntarmos ao maitre o que havia acontecido, ele percebeu que simplesmente havia esquecido de passar nosso pedido para a cozinha. Legal né? Aí, claro, prezando pelo rápido atendimento fizeram nossos pratos em menos de 10 minutos. Resultado, o gnochi veio salgado, pedimos para trocar e depois veio sem brie. Levemente embriagadas e revoltadas decidimos pedir mais um Alfredo. Porque não né?

Posso dizer que a massa com o mignon estava bem boa. Mas nada extraordinário. Assim como o risoto e o gnochi. O atendimento deixou a desejar e a conta assustou. Realmente assustou. Eu e minhas amigas gostamos de comer bem e gastamos até um pouco acima da média, entre 30 e 50 reais. Dessa vez foi praticamente o dobro, para cada uma. Calculem. Eu recomendo ir lá pois acho a comida bem boa, mesmo. Mas o atendimento ontem não foi o que espera-se de um restaurante do porte do La Pasta Gialla, de um chef com nome forte no país inteiro como tem o Sérgio Arno, que já tive o prazer de conhecer e posso afirmar que é uma pessoa incrível. Enfim, esse foi meu desabafo, sem muitas informações concretas mas com a certeza de que ontem foi no mínimo engraçado.

Vá lá: La Pasta Gialla – Rua Fernando Simas, 47 – Batel – Praça Espanha.