Coma peixe, viva mais

Vou dar uma pausa na análise dos cardápios do Restaurant Week para passar uma receita deliciosa, prática e super saudável. Pode ser feita no almoço de domingo ou no jantar de quarta à noite com as amigas (que foi o caso!). A receita é do meu querido amigo e chef Christian Bojarski e não tomará mais que 30 minutos para ficar pronta.

peixe

O prato é simples: peixe assado com legumes embrulhado em uma trouxinha da papel manteiga. O peixe pode ser linguado, que não solta tanta água, ou posta de namorado. Faça um filé por pessoa e tempere apenas com sal, pimenta branca e azeite. Coloque ele em cima de um pedaço do papel manteiga e vá colocando os legumes. Eu escolhi tomates cortado em cubinhos, cenoura e brócolis. Como sou gordinha pré-cozinhei batatas rostie e cortei-as ao meio, acrescentando à trouxinha do peixe. O grand finale, e o responsável por todo o sabor, são os ramos de alecrim colocados inteiros por último. Ele vai aromatizar o prato e você deve tirar na hora de servir.

Leve ao forno pré-aquecido e deixe assar por cerca de 20 minutos, depende da potência de cada forno. No meu caso ele ficou bom depois de uns 30 minutos no forno. E por último, para finalizar com toque de gorda, eu coloquei uma colher de requeijão cremoso na hora de levar o prato à mesa. A opção saudável pode ser com queijo cottage, que fica bom também. O peixe pode ser harmonizado com um vinho branco, como um chardonnay.

banofi

Mas o jantar não acabou por aí. De sobremesa, tivemos uma torta preparada pela querida Tamy, que nos fez feliz com uma deliciosa Bannoffi. A torta não tem muito segredo, mas precisa de ingredientes de qualidade para ficar perfeita. A massa foi feita da tradicional forma com bolacha maizena com manteiga. Pré-cozinhe a massa e depois coloque as bananas maduras cortadas em rodelas. O doce de leite fica a seu critério, pode ser a marca de sua preferência ou pode ser uma lata de leite condensado cozido, que fica divino! O creme final é nata batida com açúcar. E para dar aquele toque final, jogue por cima lascas de chocolate meio amargo. Um jantar delicioso e super fácil de fazer!

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Para esquentar!

Com esse frio do cão que tem feito nessa cidade, nada melhor do que esquentar o corpinho no fogão. Sim, eu gosto de cozinhar e gostaria que aquelas mulheres não tivessem queimando (tanto) sutiã. A vida ia ser bem mais fácil para nós, mujeres! Mas esse não é o tema do post de hoje. Quero dizer que vale a pena ir para a cozinha, brincar de chef e preparar receitas que aqueçam a alma!

Eu fui semana passada e inventei (pelo menos eu achei que tinha inventado) uma obra prima. Sopa é a receita ideal no inverno. Não sei para vocês, mas para mim é! Uma bela duma sopa, uma canja, um caldinho… esquenta até defunto. E eu pensei, porque não juntar dois ingredientes deliciosos e ver que mistura dá?

Batata e alho poró. Na verdade não sei como demorei tanto tempo para fazer essa sopa. Digitei no nosso amigo Google e apareceram tipo umas 964 receitas! Mas eu sou rebelde e não sigo nenhuma. Fiz a minha! A coisa é bem simples, se incrementar demais, estraga. A base é sempre a mesma, cebola, alho e sal. Junto você frita o alho poró, cortado em rodelas. Fiz um purê de batata e joguei na panela. Para ficar mais líquida e cremosa, vá acrescentando leite. Eu tive um plus, porque já havia molho branco pronto na geladeira. As vantagens de morar com vó. Mas ele pode ser substituído por uma caixinha de creme de leite. Não, não é uma receita light, nem politicamente correta. Eu gosto de sustância.

Façam em casa, é rápido, fácil e fica muito bom, mesmo! Não é só porque fui eu que fiz, mas fica demais. Espante o frio, levanta da cama, vai para a cozinha e impressione a família. A foto acima, infelizmente, é meramente ilustrativa.

Bom, bonito e barato

Todo final de semana eu me pergunto: qual será minha próxima invenção na cozinha? O mês de janeiro é longo demais para o meu orçamento e tenho que usar e abusar da criatividade para comer bem gastando pouco. E se formos analisar, a maioria das pessoas quer isso, mais com menos. Essa é uma meta para 2011. Enfim, já estou desvirtuando do assunto que é comida.

Comecei a pesquisar então na internê um prato de dificuldade moderada, não gosto de coisas fáceis, e que eu pudesse fazer para a família do namorado no fim de semana. Olhe que complexa a minha missão. Preparar uma receita para a sogra é uma tarefa que demanda esforço, concentração e a busca pela perfeição. Ainda bem que já sou assim no dia a dia.

Que delícia

Decidimos que o menu do dia seria: Picanha na grelha ao molho carbonara, batata sauté e arroz branco. Deu água na boca né? Eu também fiquei. A começar pela carne, não há muito segredo, apenas um homem que faça essa função de colocar o carvão, acender o fogo, abanar, e cuidar para ficar no ponto. Na cozinha, a coisa era mais agitada e quente, muito quente.

pi cana

Comecei pelo molho Carbonara. Na internet há zilhões de receitas, uma de cada tipo, mais forte, mais grossa, mais light. Eu gosto de receitas completas, daquelas que vão um pouco de tudo. Anote lá: cebola, alho, bacon e manteiga. Frite tudo por um tempo, até dourar. Em uma tigela bata gema de ovo, queijo parmesão e creme de leite. Depois junte a frigideira e tempere com sal e pimenta do reino a gosto. Deixe os ingredientes se conhecerem um tempo no fogo e desligue.

molhi carbonari com bacon

Passo número dois: batata sauté. Cozinhe-as e descasque-as. Só esse processo leva cerca de 40 minutos. Portanto comece primeiro colocando as batatas no fogo. Quanto estiverem sem casca e levemente frias, corte-as em pedaços, como achar melhor. Na frigideira frite apenas com manteiga e tempere com salsinha. Vai fazer uma fumaceira daquelas, tem que colocar aos poucos, tem que cuidar de uma por uma. Demora mais uns 30 minutos. Demora, mas vale a pena. O sabor, a casquinha, o gostinho da manteiga… hummm. To salivando de novo.

tatabas crocantess

E para finalizar faça um arroz branco, bem soltinho e se ainda quiser, uma salada. Pronto. Escolha sua bebida, pegue seu prato e vá ser feliz. Uma refeição simples, barata e divina.

Carne de Panela da Meme

Minha amiga Hemely adora cozinhar. Juntas, já fizemos de massas a peixes. Tudo fica uma delícia. Lembra da polenta fracassada? Tá bom, não foi um fracasso total porque ela ficou nhami nhami. Uma dili. Mas não ficou mole, toda mole, como de fato esperávamos. Agora tenho que pedir desculpas, cara polenta, mas o brilho da noite foi a Carne de Panela, receita concedida pela minha amiga Hemely. Meme, para os íntimos.

A receita é fácil de fazer. Os ingredientes perfeitos, combinados e cozidos, não tem como dar errado. Anotem aí: uma carne de sua preferência. Eu usei coxão mole. Não tem problema ser uma carne mais dura pois ela ficará algum tempo na panela de pressão e ficará beeeeem macia. Acrescentem na lista berinjela, azeitona roxa, tomate, cebola, alho e sal a gosto. O toque é a folha de louro. Não esqueça da folha de louro por nada nessa vida. NADA!

Fora da panela

O passo a passo é simples. Primeiro coloque a carne na panela junto com o alho e as folhas de louro e deixe fritando. Não mexa. Ela vai grudar e levantar aquele cheirinho leve de queimado. Deixe até que ela fique com uma cor vistosa e suculenta. Depois acrescente os outros ingredientes picados e um copo de água. Feche e espere a mágica acontecer. (Enquanto você espera a mágica acontecer, não esqueça de mexer incessantemente a polenta, se esse for o seu acompanhamento. Não entendeu? Leia o post abaixo). Ah: o cheirinho que vai sair da panela pode causar suicídios no seu prédio; avise os vizinhos.

Polenta com carne de panela

Quando ficar pronta, abra a panela de pressão, com todos os cuidados necessários para tal, e voilá. É só servir como desejar. Pode ser a polenta, pode ser uma bela massa. Pode até ser um leve arroz. A carne é maravilhosa, fácil e foi para o meu top ten de receitas. Valeu Meme!

Polenta cremosa

Lembram quando, no ano passado, fui jantar no Villa Marcolini e provei a melhor polenta da minha vida ever. Encasquetei com a danada, mandei e-mail para a Alaíde, esposa do chef Marcolini, e ela gentilmente me forneceu uma receita parecida com aquela magnificência cremosa.

Nesse final de semana eu e meu namorado viramos chefs e literalmente colocamos a mão na massa. E uma coisa eu digo: preparem-se. Se vocês quiserem mesmo fazer essa receita, atenção: primeiro passem uma semana fazendo supino e tríceps na academia. Depois a gente conversa.

A danada da polenta é simples para caramba. Fubá (amarelo), água e sal. Essa cremosa, em especial, tem o toque da manteiga (always butter) e queijos (fontina e grana padano). Ah, e não esquecam do ventilador, será altamente necessário para a execução desse prato.

Explico primeiro o fubá amarelo. Eu errei e comprei fubá branco, pois em casa minha vó sempre faz polenta, dura e branca. Vó, amo sua polenta, mas cansei dela. Quero cremosidade. Então é o fubá amarelo que deixa a coisa mais gostosa. Se na receita fala 500 gramas, reduza. Primeiro porque só faça tudo isso se você for servir um exército indo para a guerra. Segundo porque ela não fica mole. Quer dizer, ficar até fica. Nós é que não obtivemos êxito em nossa experiência.

Não tão cremosa assim

Enfim, a dica é: coloque o fubá na água fervendo e mexa sem parar. E aqui quando digo sem parar é sem parar mesmo, por 40 minutos ininterruptos (entendido o porquê da academia né?). Mexa, mexa e mexa. Se quise a polenta dura, perfeito, pare por aí. Se quiser a polenta mole e cremosa, como nós, não adicione leite. Sim, fizemos isso e praticamente duplicamos a receita (serviríamos exércitos brasileiro e israelense). Adicione apenas água, dica da vovó. Vá colocando água até que ela fique na consistência desejada. Aí, por fim, coloque a manteiga e os queijos bem picadinhos.

Ufa, depois dessa maratona ela está pronta para servir. E sirva e coma rápido, antes que endureça de novo. Polenta é um bicho mais teimoso que cearense de cabeça chata (pleonasmo-o-o).

Prato feito

Para acompanhar a polenta cremosa — que não ficou cremosa — fizemos uma carne de panela, que ficará para o próximo post.

Au revoir!

Picadinho Indiano

Adoro cozinhar. Adoro ‘ouvir o silêncio’ enquanto os talheres raspam o prato e todos dizem ‘parabéns, estava delicioso!’. Hoje, feriado, fui para a cozinha, e no melhor estilo Ana Maria Braga preparei a minha especialidade: Picadinho Indiano. Se você pretende conquistar o bofe pelo estômago, não tem erro!

(Pequena pausa para dizer que acabei de ganhar um generoso pedaço de bolo de chocolate com cobertura de beijinho. Thanks God! Academia amanhã.)

Voltando para o almoço. Palmas para a dupla curry & leite de coco. Adeus creme de leite. Leite de coco é vida. Claro que você deve ser um lover de temperos calientes, afinal o picadinho é indiano. Não tenha medo de ‘sentar o dedo’ no curry. Vai com fé.

 

O picadinho indiano em processo de produção

 

O resto dos ingredientes podem ser colocados de acordo com o gosto do freguês: tomate, cebola, cenoura, ervilha (congelada), pimentão vermelho, azeitona e bacon. Preciso confessar que nao sou fã de bacon. Contenha-se; pude ouvir o ‘aaaahhh’ daqui. Acho bacon pesado, gorduroso e tenho a impressão de estar comendo banha pura. Mas, preciso confessar de novo, o sabor que esse danado dá na comida é inigualável. Portanto, meus caros, abusai.

Não, a receita não está completa sem a sustância e suculência da carne. Pode ser mignon, alcatra, patinho. Fica a seu critério. Para os que nao são muito fãs da vermelha, podem colocar frango. Ou, ainda, os vegans de plantão podem deixar a sustância de lado.

Aí é só seguir as regras do jogo: tudo na panela, fogo alto, caipirinha para bebericar, som ambiente, mesa posta e aquele cheirinho matando os reles da sala. Sucesso! Acompanha arroz thai jasmin, bismati ou arbóreo. Um salada fecha a refeição.

 

Salada, picadinho e pimenta.

 

Agora, se vocês me dão licença, vou terminar meu pedaço de bolo!

Bon apetit.