Curitiba Restaurant Fashion Week II

Mediterraneo  – Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 – Mossunguê

Entrada:  Salada de champignon fresco: mix de champignon com erva doce, parmesão e mescla de verdes ou Salada de camarão, frutas tropicais com molho de chilli doce

Prato Principal: Risoto Thai: arroz arborio, camarão levemente adocicado com chutney de damasco, leite de coco e especiarias ou Cozido de carneiro com especiarias servido com purê de batata ou arroz integral e frutas secas

Sobremesa: Cheesecake de chocolate branco com calda de frutas vermelhas ou Mini Churros com doce de leite

O restaurante faz parte do Park Gourmet do Parque Shopping Barigui. Só com essa informação você pode imaginar que o local é bom, bonito e nada barato. Nunca fui lá, mas to achando interessante. O cardápio do festival é bem elaborado e achei, de longe, o mais interessante de todos, por ser o mais exótico. Eu, todos os anos, espero esse festival ansiosamentecomouma forma de ir ao restaurante Lagundri, para mim, o melhor da cidade. Infelizmente esse ano o Lagundri não está participando. Esse cardápio é o que mais lembra uma comida tailandesa. Essa salada de champignon fresco deve ser uma coisa de louco. Eu sou suspeita, pois amo cogumelos. O Risoto Thai está nos meus sonhos, durmo pensando nele. Esse ‘levemente adocicado com chutney de damasco’ conquista hein? Apesar de que teria muitas dúvidas, porque o Cozido de carneiro com purê de batata deve ser lindo de morrer. Adorei a sobremesa, mini churros é super tendência também. Mãe, quero ir, me leva?

Petit Château – Av Manoel Ribas, 5039 – Santa Felicidade

Entrada: Fondue de queijos suíços (Raclette, Appenzeller e Emmental), acompanhado de pães e mini batatas cozidas

Prato Principal: Fondue Bourguignonne: cubos de filé mignon, frango e lombinho, fritos em óleo especial para fondue, acompanhado com oito tipos de molhos para temperar as carnes

Sobremesa: Fondue de chocolate preto com oito tipos de frutas e marshmallow

Esse é um caso a parte nesse festival, eu acho. Achei interessante por ser um tipo de comida de entrada,pratoprincipal e sobremesa. Acho que é um exagero. Não sei. Foundue por si só já é um exagero. E comer isso em três versões deve ser uma loucura. Mas né, foundue é sempre uma boa opção. Não conheço o restaurante, mas ele é o mais tradicional quando se pensa em foundue.  Quejo suíço para começar. Depois um fondue bourguignonne (nossacomoé difícil escrever essa palavra), gostei, mignon, frango e lombinho para desfrutar com oito molhos. E se você acha que acabou, não, ainda tem frutas com chocolate.  Só tenho uma dúvida com relação acomoisso é servido. Se você for em 5 pessoas, cada um terá sua cumbuca com molho e as carnes, ou será tudo junto? É só indo para descobrir.

Trattoria Boulevard – Rua Voluntários da Pátria, 539 – Centro

Entrada: Zucchini à Parmiggiana: abobrinhas recheadas com ragu de filé mignon gratinadas com queijo parmesão ou Minestra de lentilhas e pancetta com redução de balsâmico: sopa de lentilhas e carne de porco com redução de aceto balsâmico

Prato Principal: Filé mignon ao molho Marchand Du Vin com purê de inhame trufad: escalopes grelhados de mignon com redução de vinho tinto com purê de inhame, cogumelos e perfume de trufas ou Ravioli de mussarela de búfala com ragú de tomate e manjericão

Sobremesa: Duo de brigadeiros: combinação de brigadeiros de pistache e chocolate

Gente. Para tudo e me conta porque que eu não fui comer nesse restaurante? Eu acho que só escolhi o Bourbon porque era muito chique ir jantar num restaurante de hotel. Só pode ser por isso. Porque esse cardápio é o campeão. De verdade. E acho que vou dar adeus ao meu corte de gastos e me jogar nesseTrattoria Boulevard. Ta, me empolguei, vamos começar do começo. Não conheço o restaurante mas em busca rápida nas interne, descobri que lá foi a primeira casa do chef Celso Freire, que depois virou Guega e que hoje não tem mais nada a ver com o chef. Porém, acredito que o espírito criativo e sofisticado do chef lá ficaram. Porque olhem esse cardápio. Arrepia, não arrepia? Eu AMO abobrinha e minha mãe ficaria muito orgulhosa de saber disso. Que mãe não ficaria, né? E ainda mais se for recheada com ragu de filé mignon. Sério. Não vou conseguir continuar. Nem comento sobre a outra entrada. Lentilha e carne de porco é tipo futebol sem bola, piu piu sem frajola. E se você queria mais mignon, dá-lhe carne com molho marchand du vin, que não sei o que é, mas com esse nome deve ser coisa boa! Agora purê de inhame? Chama o guia Michelin, que aqui vai ter estrela. Super tendência, arrasaram na escolha. Perfume de trufa nega, ta bom para você? A outra opção é mais simples e comum, porém, todo mundo gosta, todo mundo quer. E acho que já falei que sobremesa que tem brigadeiro me conquista, ainda mais se for com pistache. Ui, to indo lá. Bjomeliga.

Villa Marcolini – Avenida Visconde de Guarapuava, 5354

Entrada: Ragú de linguiça caseira de cordeiro e polenta cremosa ou Torta cremosa com fonduta de quatro queijos

Prato Principal: Steak Poivre com batata gratin ou Conchiglioni com bacalhau norueguês e molho mascarporne

Sobremesa: Brownie com doce de leite argentino e merengue ou Cheesecake com toque de limão, morango e aceto balsâmico

Posso declarar meu amor inabalável a esse restaurante? Posso né. O blog é meu e eu digo que esse é, sem dúvidas, o melhor restaurante deCuritibaque eu já fui. Antes que vocês me julguem, me critiquem, me joguem aos porcos. É lindo, é chique, é clássico e ao mesmo tempo moderno. É fino. Muito fino. E já falei da polenta dele uma vez e ali está ela novamente. Na edição do Restaurante Week do ano passado eu fui lá e comi essa polenta. Posso dizer que minha vida mudou. Hoje sou outra pessoa, conheci o céu e voltei para terra. Preciso ir lá de novo, comer essa polenta que para sempre ficará marcada em minha memória. Achava muito chique quando na Revista Gula havia uma sessão em que perguntavam para famosos quais pratos que marcaram a vida deles, e eles sempre tinham respostas de restaurantes chiques, chefs famosos e agora eu posso dizer que tenho a polenta do Marcolini. Gula entrevista eu! Sem contar que o chef é um querido e muito muito muito talentoso. E esse cardápio. Acho que não preciso nem comentar, polenta de entrada, bacalhau norueguês com molho mascarpone e doce de leite argentino. Eu aceito. Sim, eu caso, to indo. É o tipo de menu simples, direto e arrebatador. Ao final da sobremesa, tenho certeza que você se lembrará de mim e aprovará as minhas palavras.

Vin Bistrô – Rua Fernando Simas, 260

ps: eu estou analisando aqui cardápios de jantar. Porém eu fui almoçar no Vin, então, peço permissão para alterar um pouco o padrão e comentar sobre o outro menu oferecido pela casa.

Entrada: Salada verde com carpaccio (salada de folhas variadas com carpaccio de mignon e parmesão) ou Bruschetta ao pomodoro e basílico (bruschetta de pão italiano ao forno com tomate fresco e basílico)

Prato principal: Risoto de cordeiro ou Ragú de Mignon com polenta italiana cremosa

Sobremesa: Profiteroles de chocolate (profiteroles recheado com sorvete de baunilha e calda de chocolate)

Pois então esse foi o outro restaurante testado pelo ComoDemais. Eu e o pessoal do trabalho invadimos esse cantinho aconchegante e causamos no restaurante mais badalado da cidade do momento. Ou, quase isso. Fizemos uma reserva para 10 pessoas. Uma mesa enorme, linda e confortável.Comoa mesa era bem grande, então o atendimento dos garçons foi meio embaraçado. Eles anotaram as bebidas e trouxeram os cardápios. Enquanto escolhíamos os pratos, eles erraram algumas bebidas. Logo veio o couvert. Um pãozinho delicioso, com manteiga e um refogado de legumes. Fino e gostoso. Porém, foi cobrado no cardápio. Ninguém perguntou se a gente queria, nem avisou que não estava incluso no menu. Tudo bem. Vieram as entradas. Eu pedi a bruschetta, que estava ótima. Pão no ponto, bastante azeite e tomate saboroso. O pessoal que pediu a salada com carpaccio também aprovou oprato.Paraa refeição principal a polenta com ragú de mignon foi quase unanimidade. Demorou um pouco para chegar, mas quando veio, nossa, que sabor. A carne muito bem temperada, talvez até um pouco a mais de sal, e a polenta cremosa. Mas ela estava meio insossa. Então, um complementava o outro e no final o resultado foi bem recebido por todos e aprovado por todos. De sobremesa, o profiterolis, que é uma sobremesa bem batida, bem comum, nada demais, tava gostosa, mas né? Podiam ter dado um up nessa criação. Gostei do almoço, gostei do restaurante, quero voltar lá, para jantar naquelas mesas gostosas do lado de fora, pedir um vinho tinho e comer sem pressa.

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Curitiba Restaurant Fashion Week

Nós, gastro lover’s, estamos em polvorosa! Curitiba recebe sua terceira edição do Restaurant Week, evento que acontece no mundo inteiro e oferece cardápios fechados no almoço e no jantar à preços fixos. No almoço, 29,90, no jantar, 39,90. Pode-se dizer que o preço não é barato. Mas vale a pena. Vale a pena poder provar receitas criadas por chefs e elaboradas com técnica e conhecimento. Sem contar que há vários restaurantes participantes que, fora desse evento, cobram valores bem mais altos por um menu completo. E convenhamos, não se gasta com comida. Investe-se em cultura e momentos de puro prazer. Sim, para mim comer é um imenso prazer (ui!).

Então chega de lero lero. Eu listei as melhores opções (para mim) para jantar com as amigas. Vou colocar aqui os cardápios comentados que fiz. Nada muito elaborado, mas é a percepção de alguém que, modéstia parte, já comeu em excelentes restaurantes no Brasil. Além de analisar o cardápio e as opções de entrada, prato principal e sobremesa, analiso a montagem do cardápio, a escolha dos ingredientes, o restaurante, o valor que normalmente se pagaria lá, a localização e o ambiente. Itens importantíssimos antes de fazer a reserva. Sim, aconselha-se fazer reservas, pois os restaurantes costumam ficar lotados nessa época.

C la Vie – Rua Comendador Araújo

Entrada: Polenta cremosa com roquefort

Prato Principal: Grand ravioli de salmão com espuma de limão Siciliano ou Jarret de vitelo com purê de mandioquinha e molho roti.

Sobremesa Crepe de creme de avelã com sorvete de creme

Restaurante chique e ainda novo na cidade. O cardápio é assinado pelo famoso chef Erick Jacquin e serve a tradicional cozinha francesa, com toques modernos. Eu ainda não conheço, mas com certeza entra na minha lista must go. O preço não deve ser muito acessível, mas a comida deve compensar. Esse menu tá bem simples, porém criado com ingredientes que fazem a diferença. Queijo roquefort, por exemplo, dificilmente se vê em cardápios por aí. Espuma de limão Siciliano é moderno e deve ser divino. Purê de mandioquinha ressalta o uso de itens made in brasil. Eu sou apaixonada por polenta, e fã de salmão. Não sei porque ainda não fui lá provar tudo isso. Estou arrependida, beijo, tchau.

Chalet Suisse – Rua Francisco Dallalibera, 1428 – Santa Felicidade

Entrada: Alcachofra e cogumelos à provençal ou Tartelette de queijos suíços.

Prato Principal: Filé mignon ao molho de mostarda servido com batata rosti e legumes na manteiga ou Moqueca de peixe servida com arroz, batata palha e farofa de dendê ou Strogonoff de mignon servido com arroz e batata palha.

Sobremesa: Creme brulee ou Profiterólis

Não conheço, nunca fui e achei longe. Santa Felicidade é um bairro lindo de Curitiba, mas geralmente, distante da maioria das pessoas. Mas acho que o restaurante deve ser uma graça, super aconchegante, e por ser tão longe, vai parecer que você está em outra cidade. O cardápio parece muito interessante. Tudo que tem Alcachofra me conquista. Poderia viver de alcachofra foréva. As opções de prato principal são bem simples. Eu ficaria com a Moqueca de peixe só para provar essa farofa de dendê. Agora ir lá para comer strogonoff, ninguém merece! A sobremesa também me conquistou, me jogaria sem medo de ser feliz no creme brulee. Que aliás, faz tempo que quero comer!

Duo Cuisine – Rua Desembargador Costa Carvalho – Batel

Entrada: Duo de Carpaccio, carpaccio de salmão ao toque cítrico do oriente e carpaccio de filé ao molho pesto e alcaparras ou Salada Kevelaer: rúculas orgânicas, lascas de queijo Grana Padano, cogumelos silvestres e redução de vinho Cabernet Sauvignon.

Prato Principal: Risotto Mediterrâneo, camarões selecionados ao aroma de limão Siciliano, arroz carnaroli e manjericão fresco ou Mignon a Baronesa, filé mignon alto, batatas com crosta de alecrim, crocante de Panko e molho Dupepe.

Sobremesa: Brigadeiro da Moça, de chocolate e cacau com gotas de caramelo de laranja e toques de pimenta dedo de moça.

Acho o DUO muito chique. Nunca fui lá e quero ir, ouviu amor? Muito bem localizado e por fora é muito bonito. A proposta da casa é cozinha contemporânea. Esse cardápio tá bom hein? Morreria de dúvida para escolher a entrada. Será que rola um mix de salada com carpaccio e cogumelos silvestres? Esse risotto mediterrâneo parece uma delícia. Ó lá o limão Siciliano de novo. Super tendência. Não faço ideia do que seja crocante de Panko, mas sendo crocante, eu aprovo. Essa sobremesa me deixou com lombrigas. Brigadeiro sempre é bom, mas esses, feitos em restaurantes chiques e caros, geralmente são excelentes, uma experiência única. Quero ir, obrigada.

Le Bourbon – Rua Cândido Lopes – Centro

Entrada: Cevice de lulas e camarão em pesto de rúcula e cebolete ou creme à Montauban, creme de batatas e alho porró servido com croutons picantes de centeio.

Prato Principal: Lombo de robalo cozido em baixa temperatura em azeite de ervas, risotto com castanha do Brasil e pupunha gratinado com queijo Brie ou Escalopes crocantes ao coulis de Malbec guarnecido de tagliateli ao basílico tomates confit, aspargos e cogumelos.

Sobremesa: Peras em calda de especiarias e creme de mascarpone ou Tiramisú em calda de capuccino aromatizado com cardamomo.

Esse foi testado pelo ComoDemais. (ai sempre quis falar isso, haha). Fizemos a reserva e fomos provar esse cardápio interessante. Eu o escolhi por me parecer um dos cardápios mais bem elaborados, com ingredientes sofisticados e, claro, por ser o Le Bourbon, dentro de um dos hoteis mais chiques da cidade. Chegamos e nos acomodamos. Na cara do maitre ou dos garçons fica claro: ‘chegaram os jovens do restaurante week’, pensaram eles. A média de idade do local era no mínimo 50 anos. Ao nosso lado havia uma mesa que parecia uma reunião da ‘melhor idade da Nissei’. Pedimos. De entrada eu optei pelo Cevice. Gostoso. Leve, delicado, bem feito. O camarão, inteiro, com cauda e tudo, é difícil de comer. Quebrei o protocolo e peguei com a mão. Provei também o creme de batata. Sinceramente? Parecia sopa Vono de caneca. Absolutamente nada demais. O prato principal veio logo na sequência. Eu, mesmo não gostando de castanhas, pedi o risoto por causa do pupunha com brie. Divino. Poderia comer só isso. O risoto também estava delicioso. Achei o prato bem servido. Minha amiga pediu a outra opção de escalope com massa, apesar de gostoso ela disse que estava muito gorduroso. De sobremesa, todos foram no tiramisú. Perfeito, divino. Só não sei qual o gosto do cardomomo. Para harmonizar pedimos um argentino, La Linda malbec. A ser computado: não gostei da pressão do garçon para pedirmos a segunda garrafa de vinho. Achei muito incoveniente. De resto, o atendimento foi bom, atencioso e um jantar agradável. Confesso que esperava mais.

Aguardem no próximo post mais cardápios comentados e mais provas do ComoDemais.

Made in Brasil

Se tem uma coisa que o curitibano incorporou à cultura do sábado é a tal da feijoada. Onde você for, seja bares, restaurantes e hotéis, não há espaço para outro prato a não ser o bom e velho feijão com arroz e todos os acompanhamentos que manda o figurino.

Eu já fui em alguns lugares para provar a tal. Não vou negar que nenhuma chega aos pés da feijoada da minha vó, feita em casa, com amor, carinho e dedicação. Mas essa não se compara com as outras porque eu estaria sendo injusta com o resto do mundo. Comida de vó sempre vai ser melhor que tudo.

Enfim, tive algumas surpresas bem boas e outras nem tanto. Vou contar aqui um pouco da experiência em cada lugar, porque ir e porque não ir. Aí você escolhe! Ontem, sábado de sol e vento frio fui provar (pela segunda vez) a feijoada do Dom Max. Esse bar é uma opção menos tradicional, mas sem sombra de dúvidas, a melhor opção custo-benefício. O lugar é pequeno, realmente pequeno. Cerca de cinco mesas dentro e umas quatro mesas fora, na calçada. A localização é boa, próxima a Av. Getúlio Vargas. A rua é calma e arborizada, bonita. O atendimento é um dos pontos altos. Garçons excepcionalmente felizes e bem humorados. Atendem bem e perguntam se o cliente está gostando da comida e do atendimento. Acho legal esse feedback instantâneo. Para acompanhar, samba ao vivo, música de qualidade, som gostoso. Para começar costelinha de porco e caldinho de feijão. Eu ando cismada com caldinho de feijão. Não sei porque, mas sinto vontade de comer todo dia, toda hora. E esse, oh lord, que delícia. Quase pedi mais uns 15 para o garçom. E quando você ta ali, deliciando aquela beleza, chega a feijoada. Muito rápido mesmo. Estávamos em cinco e pedimos uma cumbuca para três. Serviu bem a todos e ainda sobrou. Acompanhamentos a altura, farofa, vinagrete, pimenta, laranja e banana. Acho que o único ponto negativo da feijoada do Dom Max é que ela é bem básico no quesito ingrediente. Tinha paio, calabresa, costelinha e charque. Para aqueles que gostam de um pé ou de uma orelha, fica faltando um algo mais. Para mim, estava perfeita, no ponto. Comi bem, gastei pouco e fui bem atendida. Ponto para o Dom Max.

Logo ali ao lado, ao lado mesmo, na mesma rua, está o Folha Seca. Bar grande, agitado, movimentado e requisitado aos sábados. Sempre tem fila de espera. As vezes vai rápido, as vezes não. Se você tiver sorte consegue uma mesa lá dentro. Mas paga couvert. Tem banda ao vivo tocando, sambão bom, de qualidade. Se sentar lá fora, aprecia o sol, a calma do bairro e não paga entrada. A feijoada é a mesma para todos. Incrivelmente boa. Muito boa. Todos os ingredientes estão lá, cada um em sua panela. Bem preparados e temperados. O buffet é livre e você pode voltar e se servir quantas vezes a sua fome ainda desejar. O atendimento é apenas bom. As vezes meio demorado por conta da quantidade de clientes. O preço é médio. Vale a pena pela qualidade da comida. Depende do seu bolso. Recomendo sentar lá fora, pedir uma Bohemia bem gelada e degustar essa beleza de feijoada.

Outra beleza está na rua Presidente Taunay, mais próximo ao centro, no Bar Curityba. O bar é também um dos mais tops do sábado. Frequentado por empresários, deputados e celebridades curitibanas. O clima é bem gostoso. O buffet de feijoada fica num salão bem iluminado pelo sol, quando ele visita Curitiba. Também não se pode reclamar da falta de itens. Tem todos, dos mais simples aos mais refinados. Calabresa, paio, linguiça, charque, costelinha, orelha, pé, rabo e por aí vai. O sabor…. nossa. Me dá água na boca. É divina. Para aqueles que gostam mesmo de variedade, tem também uma baiana preparando mini acarajés, ao lado do violão, em que rolam clássicos da década de 80 e 90. O preço é salgado. Mas a qualidade é inegável. O atendimento também ganha pontos. Garçons solícitos e atenciosos. Destaque para o buffet de sobremesas, um verdadeiro pecado depois de se acabar com uma feijoada. É quase uma orgia gastronômica. Vale a visita.

Semana passada fui provar a feijoada do Restaurante Maggiore, que fica dentro do Parque Barigui, o mais badalados dos fins de semana. O ambiente é muito agradável, com vista para o lago, para as árvores, capivaras e patos, e cachorros lindos passeando pela pista. Infelizmente não posso dizer o mesmo da feijoada. O buffet oferece todos os itens obrigatórios, e acompanhamentos também. O sabor não é nada excepcional, nem nada ruim. Apenas não é bem temperado. Sabe quando falta sazon? Faltou e muito. O caldinho de feijão é gostoso. O atendimento é péssimo e as abelhas também incomodam demais. Assim, vale pelo ambiente, mas não pela comida. O preço é razoável. Se você não for muito exigente, pode ser que goste. Eu prefiro não voltar e fico com as opções acima. Na verdade, eu fico com a opção de comer a feijoada da Dona Ju, minha saudosa vó. Essa sim, ganha o prêmio de melhor da cidade. Mas essa, infelizmente ou felizmente, é para poucos sortudos.

Ficou com água na boca? Corre sábado que vem para o restaurante mais próximo da sua casa e bon apetit.