Gelados!

Não sou fã de sorvete. Calma. Pude escutar os gritos de desespero daqui. Na verdade tenho uma garganta sensível e chata. Uma colherada e pronto, dor na certa. Mas alguns deles conseguem me deixar louca e esquecer completamente esse meu pequeno probleminha. Estou falando de sorvetes pois estou de pós-cirúrgico e não sei porque médicos adoram recomendar sorvetes e coisas geladas. Portanto, me joguei, sem medo de ser feliz.

Não há nada mais lindo, saboroso, incrível, delicioso, suculento, nhami, nhami que o Häagen-Dazs Belgian Chocolat, versão minicup, com 100 ml. É perfeito para sentar e devorar em cinco minutos. Cada colherada é uma explosão de sabores, texturas, pedacinhos crocantes de chocolate. Sério. É de comer de joelhos. É caro, pequeno, dura pouco, mas vale cada ml, cada centavo, cada segundo.

Ainda na linha Häagen-Dazs não poderia passar em branco pelo meu segundo sabor favorito de ice cream: Macadamia Nut Britte. Vamos falar sobre a tal da Macadamia. Eu não como nozes nem amendoim. Nunca. Às vezes vai uma castanha, uma amêndoa. Mas a Macadamia é diferente. Parece de outro família. Ela vem da Austrália e é produzida também no Havaí. Talvez isso torne-a especial e deliciosa. O pote de 473 ml é perfeito para uma sexta-feira a dois!

Agora vamos aplaudir também os produtos nacionais. Saltando de sorvete para mousses e sobremesas, na minha humilde opinião, o Chandelle Mousse é o must have para o verão. Quando a marca lançou essa loucura, vi o comercial na TV e fui correndo ao mercado comprar um de cada sabor: Pedaços de Chocolate, Due Preto e Due Branco. O Pedaços de Chocolate é o meu escolhido. Na medida, nem muito doce, nem muito amargo, nem enjoativo, nem demais, nem de menos. É aerado e saboroso. Top 5!

E, para finalizar, básico, simples, sem fru-fru, sem nhé-nhé. O típico bom-bonito-barato: Chandelle Cocolate. Geladinho, cremoso e a simplicidade dele é o que mais me atrai. É, acho que para quem não é muito fã de sorvete, estou bem até né?! Na verdade, tenho mais uma lista de preciosidades para passar, mas preciso prová-los antes e, então, fica para um próximo post.

Anúncios

King Salmão

Quem tem pressa, come cru. Esse é o slogan de uma tradicional rede de comida japonesa. Não concordo com a afirmação, e explico o por que. Eu sou fã de comida japonesa, mais especificamente de sushi, sashimis, niguiris e por aí vai. Uma comida leve, saborosa ao extremo, nutritiva e que ainda faz bem para a saúde. Quer coisa melhor? O engraçado é a discrepância de uma comida crua, sem tempero algum, ser tão boa. Mas é. E como é! Mas não concordo com o slogan, pois sashimi e sushi é bom comer bem devagar, apreciando, saboreando, sentindo texturas, sabores, o molho inglês, o gelado do peixe. É tão diferente de tudo que a gente come, e nós adotamos com tanta paixão essa cultura que seria um imenso desperdício comer rápido!

Peixe é sempre bom. Assado, frito, empanado, à milanesa, com batatas, com molho. Salmão é o rei. Peixe branco é o filho do rei. Essa semana comprei uma promoção de um desses sites que agora fazem sucesso e dão descontos de comidas à escovas de cabelo. Não vou entrar mais profundo no assunto pois isso rende outro post, daqueles bem polêmicos.

Voltemos aos peixes. Então me joguei em uma promoção do King Temaki, que dá direito a um Combinado de Salmão + uma porção de Hot Filadélfia. Meus favoritos. Esse combinado de salmão é um deslumbre para quem gosta mesmo do rosado. 10 fatias de sashimi, 8 unidades de uramaki filadélfia, 4 unidades de niguiri e duas unidades de Joe. Eu trocaria fácil os 4 ninguiris por mais 4 Joe’s. É um enrolado de salmão com recheio de salmão. Quer coisa mais perfeita?

Não satisfeita com tanto salmão, e já que estava em uma temakeria, resolvi pedir o carro-chefe da casa: o Temaki Salmão Filadélfia. Arroz japonês, salmão em cubos, cream cheese e gergelim moído. Preciso dizer que vem pouco cream cheese e é muito difícil de comer e cortar aquela alga com os dentes. Mas é uma delícia. Jogue shoyo, se lambuze e divirta-se.

E ainda tinha a porção de Hot Filadélfia, com aquele molho Tarê. Uh Lady Gaga. Delicious. Mas, como sempre, comi demais. Too much food. Serve muito bem duas pessoas. E ainda dá pra ficar sem o Temaki. Mas, como diz o ditado, ‘tá no inferno, abraça o capeta’. E esse capeta tinha um sabor irresistível. Meus caros, vale a visita.

King Temaki Batel – Rua Gutemberg, 17. (41) 3014.5533
King Temaki Juvevê – Rua Rocha Pombo, 280. (41) 3049.8888
kingtemaki.com.br

Você comeria?

O que tem para o almoço hoje? Arroz, feijão, bife e batata frita? Simples e delicioso. Mas e se você chega em casa e a Maria falar: ‘Pedrinho, hoje temos um prato novo: sopa fria de sangue de pato!’. Sim, é SOPA FRIA mesmo. E aí Pedrinho, vai encarar? Pois saiba que tem muito vietnamita que encara. A iguaria é normal por lá.

Esse é um de muitos exemplos presentes no recém lançado livro “Yuck! The Things People Eat” (ainda sem versão em português). O fotógrafo Neil Setchfield percorreu mais de 100 países em busca de comidas, digamos assim, um pouco exóticas, né Pedrinho? Entre as esquisitices encontradas por ele estão: espetinho de cobra, esperma de bacalhau e cozido de cauda de canguru. Embrulhou o estômago? É, aqui também.

Mas, eu confesso que como (quase) de tudo. Como Demais! E mostro aqui para vocês sem frescura alguma e com água na boca que como:

Língua de boi. Eu fico indignada com quem não gosta. É mais macia que Mignon, é mais suculenta que Mignon. E eu já fiz o teste de oferecer, dizer que é uma coisa, a pessoa comer, adorar e eu contar: ‘rá! é língua’. Não tem como não gostar.

Buchada ou Dobradinha. Tudo bem. Eu perdoo aqueles que torcem o nariz. Esse é um prato que tem que saber fazer, saber limpar, saber comprar ingredientes. Minha vó faz uma obra prima. Depois que vocês provarem o dela e disserem ‘não gostei’, aí, tudo bem.

Rabada. Essa, assim como a de cima, tem que saber fazer. Mas a carne, hummmm, que sabor! E como com as mãos, vale a experiência de se lambuzar mesmo.

Fígado. Se você é como eu e sofre de leves anemias, eu recomendo. Não é uma picanha, mas vai bem com arroz e feijão. Uma vez por mês. Bem temperado.

Coração de galinha. Esse é mais comum e as meninas adoram nos churrascos.

Rollmops. Uma pausa. Vou contar o que é, pois tenho certeza que muitos não conhecem. Essa tradicional iguaria dos botecos curitibanos nada mais é que um filé de sardinha enrolado em uma cebola em conserva. E ele geralmente é encontrado em vidros com água, vinagre, cebola, sal, açúcar, pimenta e sementes de mostarda. Fortíssimo. Essa foi uma herança deixada pelos imigrantes alemães que por aqui passaram.

É, eu comi uma vez. Não vou dizer que é DELICIOSO e que me dá água na boca. Mas é uma experiência no mínimo interessante. Aconselho não estar acompanhado na ocasião. Sem namorado, namorada ou futuro ex-peguete. Sim, porque ela vai te largar!

E vocês, quais são suas esquisitices?

Picadinho Indiano

Adoro cozinhar. Adoro ‘ouvir o silêncio’ enquanto os talheres raspam o prato e todos dizem ‘parabéns, estava delicioso!’. Hoje, feriado, fui para a cozinha, e no melhor estilo Ana Maria Braga preparei a minha especialidade: Picadinho Indiano. Se você pretende conquistar o bofe pelo estômago, não tem erro!

(Pequena pausa para dizer que acabei de ganhar um generoso pedaço de bolo de chocolate com cobertura de beijinho. Thanks God! Academia amanhã.)

Voltando para o almoço. Palmas para a dupla curry & leite de coco. Adeus creme de leite. Leite de coco é vida. Claro que você deve ser um lover de temperos calientes, afinal o picadinho é indiano. Não tenha medo de ‘sentar o dedo’ no curry. Vai com fé.

 

O picadinho indiano em processo de produção

 

O resto dos ingredientes podem ser colocados de acordo com o gosto do freguês: tomate, cebola, cenoura, ervilha (congelada), pimentão vermelho, azeitona e bacon. Preciso confessar que nao sou fã de bacon. Contenha-se; pude ouvir o ‘aaaahhh’ daqui. Acho bacon pesado, gorduroso e tenho a impressão de estar comendo banha pura. Mas, preciso confessar de novo, o sabor que esse danado dá na comida é inigualável. Portanto, meus caros, abusai.

Não, a receita não está completa sem a sustância e suculência da carne. Pode ser mignon, alcatra, patinho. Fica a seu critério. Para os que nao são muito fãs da vermelha, podem colocar frango. Ou, ainda, os vegans de plantão podem deixar a sustância de lado.

Aí é só seguir as regras do jogo: tudo na panela, fogo alto, caipirinha para bebericar, som ambiente, mesa posta e aquele cheirinho matando os reles da sala. Sucesso! Acompanha arroz thai jasmin, bismati ou arbóreo. Um salada fecha a refeição.

 

Salada, picadinho e pimenta.

 

Agora, se vocês me dão licença, vou terminar meu pedaço de bolo!

Bon apetit.

A recriação do simples

Esse é meu primeiro post de um blog encantado que achei que nunca ia sair. Nunca me imaginei escrevendo em uma rede social para estranhos. Mas cá estou eu. Pretendo não ser prolixa, nem chata. Vamos direto ao ponto. O motivo de eu estar aqui e você também é a comida. Doce, salgado, quente, frio, com sal, sem sal, mas sempre com manteiga.

Villa Marcolini

O salão do restaurante é simples, mas o pé direito alto torna tudo mais sofisticado

Pois bem, ontem estive em um jantar, como dizem, dos deuses. O evento é o Curitiba Restaurant Week, que está na segunda edição em 2010. O restaurante escolhido é um dos grandes italianos da cidade, o Villa Marcolini – na minha humilde opinião, o melhor. E digo o porquê: um lugar que consegue unir perfeitamente atendimento eficiente, ambiente agradável e comida excelente, tudo comandado por um simpático chef. O resultado só poderia ser sucesso. Sucesso absoluto.

 

Fabiano Marcolini

Fabiano Marcolini é o chef que cria todas essas receitas incríveis!

O menu se baseia na recriação do simples, por isso o título. Quando você imaginou comer um espetinho de lombo de porco, linguiça e bacon grelhados em um restaurante italiano sofisticado? Pois é. Claro que o nome não era esse. Spiedini di Salsiccia, Maiale, Pancetta e Polenta era uma das entradas. Mas o grande destaque desse prato, e que aliás foi o destaque do jantar inteiro, é a tal da polenta cremosa. Que não é uma simples polenta cremosa, era um creme dos deuses, um sabor único, na medida, no ponto, perfeito. Infelizmente ainda não tenho a foto dessa preciosidade, mas assim que recebê-la, posta-la-ei.

A aromática entrada: Selezone di Crostini (paẽs tostados com berinjela e hortelã, mussarela de bufala com pimenta vermelha e tomates

Não vou me alongar nos comentários pois minha boca começa a salivar. Sonharei com essa polenta para o resto da minha vida. A outra opção de entrada era tentadora também: Selezione di Crostini, que nada mais era que pães tostados com berinjela, brie e hortelã; mussarela de búfala com pimenta vermelha e tomates. O cheiro era incrível.

Linguine alla Carbonara

Linguine alla Carbonara e Polpette di Carne (massa fresca, molho carbonara e almôndegas de carne)

Passado o deslumbre com a polenta cremosa, vamos aos pratos principais. Eu sou doente por fungos e cogumelos, portanto me joguei no Risotto ai Funghi, Prezzemolo e Grana Padano (risoto com cogumelos frescos, salsinha e queijo grana padano). A segunda opção de prato principal poderá parecer simples para a grande maioria, ainda mais se tratando de um restaurante italiano: Linguine alla Carbonara e Polpette di Carne (massa fresca, molho carbonara e almôndegas de carne). Pois é, o típico macarrão com bolinho de carne (o chef que me desculpe). Bonito, cheiroso e delicioso. Mas de simples não tem nada. Quero ver você fazer um desse em casa! Não faz.

Cannoli Sicilliano

A estrela da casa: Cannoli Sicilliano

Mas ainda não terminei, porque nenhuma refeição está completa sem o doce do final. E que doce! Cannoli Siciliano (massa crocante com cacau e especiarias recheada com creme de ricota, chocolate e frutas cristalizadas) e Torta di Riso (torta de arroz doce florentina e sorvete de biscoitos). Perfeitos!

Quer? Então passa lá no Villa Marcolini e aproveita que o evento vai até dia 10/10. O jantar sai por R$39, e o almoço R$27.

marcolini.com.br